terça-feira, 24 de novembro de 2009
Astronaut loses toolbag in Grease-gun incident
http://www.youtube.com/watch?v=RwYXeNswlTQ&feature=related
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Sociedade Tecnologia e Ciência
Nave Atlantis parte rumo à ISS para missão de 11 dias
in http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u653228.shtml
O ônibus espacial Atlantis e seus seis tripulantes seguiram hoje rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a partir do Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida, para uma missão de 11 dias --na qual realizarão três caminhadas espaciais.
O Atlantis saiu com 12,3 toneladas de carga para a estação. O ônibus espacial decolou sem contratempos, às 17h28 de Brasília, conforme previsto, em meio a condições meteorológicas consideradas como ótimas.
Quase cem seguidores do perfil da Nasa (agência espacial norte-americana) no serviço de microblogs Twitter acompanharam o lançamento ao vivo, devido a um concurso feito no mês passado.
Após pelo menos 30 viagens ao espaço, esta será a penúltima missão do Atlantis antes de a Nasa suspender as atividades de seus ônibus espaciais no ano que vem.
A missão STS-129, comandada por Charles Hobaugh, é formada pelos astronautas Mike Foreman, Leland Melvin, Robert Satcher, Randy Bresnik e o piloto Barry Wilmore. É a primeira viagem ao espaço destes três últimos.
Bresnik, Foreman e Satcher devem fazer três caminhadas espaciais para instalar duas plataformas e deixar tudo pronto para a próxima missão, durante a qual o último módulo dos Estados Unidos na ISS será instalado.
Os astronautas da atual missão do Atlantis conviverão com os seis tripulantes da ISS, que há meses enfrentam um problema com o sistema que processa a urina para transformá-la em água potável.
A Nasa não conseguiu resolver este problema que, segundo um porta-voz da agência espacial, Kelly Humphries, obrigará os astronautas a utilizar bolsas plásticas para depositar a urina.
No entanto, Humphries esclareceu que a estação espacial tem água suficiente para mais seis meses.
Ao final da missão, os seis tripulantes voltarão à Terra junto com a astronauta Nicole Scott, engenheira de voo na ISS.
O ônibus espacial Atlantis e seus seis tripulantes seguiram hoje rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a partir do Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida, para uma missão de 11 dias --na qual realizarão três caminhadas espaciais.
O Atlantis saiu com 12,3 toneladas de carga para a estação. O ônibus espacial decolou sem contratempos, às 17h28 de Brasília, conforme previsto, em meio a condições meteorológicas consideradas como ótimas.
Quase cem seguidores do perfil da Nasa (agência espacial norte-americana) no serviço de microblogs Twitter acompanharam o lançamento ao vivo, devido a um concurso feito no mês passado.
Após pelo menos 30 viagens ao espaço, esta será a penúltima missão do Atlantis antes de a Nasa suspender as atividades de seus ônibus espaciais no ano que vem.
A missão STS-129, comandada por Charles Hobaugh, é formada pelos astronautas Mike Foreman, Leland Melvin, Robert Satcher, Randy Bresnik e o piloto Barry Wilmore. É a primeira viagem ao espaço destes três últimos.
Bresnik, Foreman e Satcher devem fazer três caminhadas espaciais para instalar duas plataformas e deixar tudo pronto para a próxima missão, durante a qual o último módulo dos Estados Unidos na ISS será instalado.
Os astronautas da atual missão do Atlantis conviverão com os seis tripulantes da ISS, que há meses enfrentam um problema com o sistema que processa a urina para transformá-la em água potável.
A Nasa não conseguiu resolver este problema que, segundo um porta-voz da agência espacial, Kelly Humphries, obrigará os astronautas a utilizar bolsas plásticas para depositar a urina.
No entanto, Humphries esclareceu que a estação espacial tem água suficiente para mais seis meses.
Ao final da missão, os seis tripulantes voltarão à Terra junto com a astronauta Nicole Scott, engenheira de voo na ISS.
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Sociedade Tecnologia e Ciência
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
CONCLUSÃO REFLEXIVA DE RVCC
Distintos Senhores e Senhoras, Patrícios e Contemporâneos, Digníssimo Júri. Terminado este percurso de RVCC, gostaria de poder dar um louvor, uma sincera palavra de agradecimento, a toda a envolvente humana, que torna possível este empreendimento académico, com a sua dedicação, espírito de missão, empenho e grandeza moral, abdicando de muitos e preciosos momentos da vida e da família, em favor dum projecto em que acreditam e levam a bom termo de corpo e alma.
Em boa verdade, me posso declarar tranquilo e satisfeito com os requisitos exigidos e desempenhos empreendidos, em prol da satisfação das mais diversas solicitações.
Seria irónico afirmar, que na idade em que me encontro com a cultura e as vivencias de que tenho sido usufrutuário, ainda tivesse que consultar compêndios, artigos ou dados, para concepção das mais diversas explanações desenvolvidas; resumiu-se assim este processo de aprendizagem, a sintéticas práticas de optimização de saberes adquiridos e acumulados ao longo do tempo.
Foi assim, como é possível confirmar no meu portefólio, reflectir, ponderar e expressar, as mais diversas teses sobre matérias em análise utilizando apenas os meus conhecimentos e formação moral e intelectual, sem recorrer a outros meios, mesmo correndo o risco, de afrontar conceitos pré-estabelecidos ou ferir sensibilidades.
Assumo este comportamento, não como um qualquer direito, mas como um dever de expressar a minha maturidade, autonomia e convicção, que os tortuosos caminhos da vida moldaram na minha pessoa.
Considero este formato de certificação académica, um lato cálculo de estatística do saber; nem sempre de onde sai fumo se pode presumir a existência de fogueira, não há exactidão total em qualquer cálculo, existe sempre um caracter de indiferença subjacente a qualquer pormenor por mais despercebido que seja, porem, há que distinguir o trigo do joio e entender este tipo de formação fruto de circunstâncias excepcionais, para fins excepcionais e que sofrerão apreciações excepcionais. Ninguém julgue com este percurso, ficar possuidor de algo que não pode possuir, ou ser aquilo que efectivamente não é.
A análise dos referenciais de núcleos geradores nos mais diversos contextos, são uma nova e revolucionária forma de creditação valorativa em contextos alargados de outras culturas, entre nós só o futuro ditará a verdadeira sentença de sua justa utilidade.
Tudo na vida duma pessoa tem um tempo próprio para ser aprendido: - o andar, o falar, ler escrever, contar…
Ainda recordo quanto doloroso foi aos dezoito anos, estudar e interpretar geometria analítica, geometria no espaço, lógica, logaritmos, teorias atómicas, tabelas periódicas, estruturas dos átomos, a cinemática, a estática e a dinâmica, as probabilidades da hereditariedade, os estilos e figuras dos nossos amados autores literários, as correntes do pensamento, o peso da psicologia, - entre uma imensidão de matérias que não venho aqui referir, - ir fazer exame e fazer oral para tirar dez! … Hoje os nossos filhos sofrem o mesmo, nada mudou, parece até que certas formas de avaliação se estigmatizaram.
Falando de novas oportunidades, porventura… ajudem-me… deu-me um lapso de memória... Não estamos a falar da mesma coisa?…
Nesta “encarnação”, estamos a verificar se o cavalheiro ou a senhora… realmente será pessoa de bem… se o seu espírito critico estará ou não parametrizado pelo formato universal… ou se tem conhecimentos alargados e bem definidos sobre: Direitos e Deveres, Complexidade e Mudança, Reflexividade e Pensamento crítico, Identidade e Alteridade, Convicção e Firmeza Ética, Abertura moral, Argumentação e Assertividade, Programação, Equipamentos e Sistemas Técnicos, Ambiente e Sustentabilidade, Saúde, Gestão e Economia, Tecnologias de Informação e Comunicação, Urbanismo e Mobilidade e Saberes Fundamentais.
Pela observação e verificação de desempenho destas matérias, é possível verificar se na formação interior, do agente aculturado dos tais dezoito anos, de à umas quantas décadas atrás, realmente existe ou não formação, que leve ao bom desempenho de hoje.
Com toda a certeza posso afirmar, que é muito tarde para aprender e se não fosse o reflexo do meu passado, seria impossível a solidez deste presente, pois foram para mim extremamente exigentes as provas de conhecimento solicitadas.
Considero, que só um dia num futuro distante, será possível estudar e tecer considerações sobre esta forma de certificação de conhecimentos entre nós, tal como hoje é possível pronunciarmo-nos com justiça e boa fé, sobre eventos outrora ocorridos. Nunca é correcto, criticar ou elogiar, metodologias ou procedimentos em uso experimental, sem se verificarem consolidados os seus frutos; eventualmente os vanguardismos poderão ter um domínio efémero, sendo necessário muito empreendedorismo e boa vontade para levar a bom termo a implementação dum evento revolucionário como este.
A maioria dos autores e criadores, no seu próprio tempo foram desprezíveis, perseguidos até excomungados, porém hoje são divinos ídolos, adorados e respeitados pela nossa civilização.
Vamos pois ter esperança, que algum dia este projecto de aculturação dê frutos e lhe seja prestado o seu verdadeiro tributo.
Na minha óptica, todo este processo apenas sofre dum pecado “ o original “, que é o facto do seu tardio surgimento na cena educacional da nossa sociedade. Deveria ter sido implementado à trinta anos; teria dado um grande progresso civilizacional ao nosso país, com a harmonização e normalização, de qualificações e habilitações, impedindo discrepâncias, abusos e discriminação de pessoas, em contexto de mercado de trabalho.
Nunca esquecerei o dia em que ao dirigir-me a uma empresa de vulto concorrendo um posto de trabalho, confirmando as minhas habilitações literárias e profissionais, fui humilhado, mal tratado e praticamente expulso, só porque o encarregado da contratação viu em mim um possível adversário, uma vez que possuía qualificação superior à sua e lhe poderia disputar o lugar.
Daí em diante, criei o meu próprio emprego e fiz a minha vida aceitando os trabalhos oferecidos, mercê da credibilização que meu mérito e desempenho despertava, até ao dia em que os sinuosos caminhos da vida me convenceram, que um emprego ao pé de casa, tranquilo, junto da família seria o melhor.
Dirigi-me então a uma empresa onde dei como habilitação literária a quarta classe. Foi realmente a situação mais feliz de sempre, eu era um verdadeiro artista, requisitado por todos… um autentico mágico… até ao dia em que do espaço da sua secção, o Engenheiro me viu e surpreso comentou: -…está ali um colega meu do colégio!...
Imediatamente o chefe exclamava: -… só se for da escola primária, aquele operário não tem formação escolar… até trabalha na agricultura… curiosamente, ainda ontem me disse, que com esta chuvita estava mesmo bom para semear nabos….
Efectivamente fora verdade, e foi uma forma maliciosa de lhe chamar nabo… mas mercê da sua deficiente aculturação o imbecil até percebeu outra coisa. O Engenheiro veio cumprimentar-me e confirmar a velha amizade, pelo que mesmo clamando pelo seu silêncio o ambiente veio a deteriorar-se, sendo eu obrigado a procurar novo emprego mas nas mesmas condições de segredo académico,
Deve a nossa sociedade, ser fundamentada culturalmente de forma a não se deixar cair em situações de escravidão, ou presas fáceis do Feudalismo Global e da avidez dos poderosos sem escrúpulos, que tudo podem e tudo conseguem de quem mais não sabe, que servir honestamente, paga-se hoje menos a um licenciado que a um cavador, - desses já há poucos - um massa bruta como o patronato classifica.
Meus amigos… isto é muito feio, espero francamente que as novas oportunidades, causem uma revolução social a todos os níveis e tragam aos nossos filhos um futuro mais risonho e promissor.
A todos o meu muito obrigado por tudo e um bem hajam do tamanho do mundo… até sempre.
Carlos Marques Dias Ferreira
Escola Secundária Eng. Acácio Calazans Duarte
Marinha Grande 12 de Novembro de 2009
OS MEUS CONTACTOS
diasferreira@yahoo.com.br
diasferreira58@hotmail.com
Em boa verdade, me posso declarar tranquilo e satisfeito com os requisitos exigidos e desempenhos empreendidos, em prol da satisfação das mais diversas solicitações.
Seria irónico afirmar, que na idade em que me encontro com a cultura e as vivencias de que tenho sido usufrutuário, ainda tivesse que consultar compêndios, artigos ou dados, para concepção das mais diversas explanações desenvolvidas; resumiu-se assim este processo de aprendizagem, a sintéticas práticas de optimização de saberes adquiridos e acumulados ao longo do tempo.
Foi assim, como é possível confirmar no meu portefólio, reflectir, ponderar e expressar, as mais diversas teses sobre matérias em análise utilizando apenas os meus conhecimentos e formação moral e intelectual, sem recorrer a outros meios, mesmo correndo o risco, de afrontar conceitos pré-estabelecidos ou ferir sensibilidades.
Assumo este comportamento, não como um qualquer direito, mas como um dever de expressar a minha maturidade, autonomia e convicção, que os tortuosos caminhos da vida moldaram na minha pessoa.
Considero este formato de certificação académica, um lato cálculo de estatística do saber; nem sempre de onde sai fumo se pode presumir a existência de fogueira, não há exactidão total em qualquer cálculo, existe sempre um caracter de indiferença subjacente a qualquer pormenor por mais despercebido que seja, porem, há que distinguir o trigo do joio e entender este tipo de formação fruto de circunstâncias excepcionais, para fins excepcionais e que sofrerão apreciações excepcionais. Ninguém julgue com este percurso, ficar possuidor de algo que não pode possuir, ou ser aquilo que efectivamente não é.
A análise dos referenciais de núcleos geradores nos mais diversos contextos, são uma nova e revolucionária forma de creditação valorativa em contextos alargados de outras culturas, entre nós só o futuro ditará a verdadeira sentença de sua justa utilidade.
Tudo na vida duma pessoa tem um tempo próprio para ser aprendido: - o andar, o falar, ler escrever, contar…
Ainda recordo quanto doloroso foi aos dezoito anos, estudar e interpretar geometria analítica, geometria no espaço, lógica, logaritmos, teorias atómicas, tabelas periódicas, estruturas dos átomos, a cinemática, a estática e a dinâmica, as probabilidades da hereditariedade, os estilos e figuras dos nossos amados autores literários, as correntes do pensamento, o peso da psicologia, - entre uma imensidão de matérias que não venho aqui referir, - ir fazer exame e fazer oral para tirar dez! … Hoje os nossos filhos sofrem o mesmo, nada mudou, parece até que certas formas de avaliação se estigmatizaram.
Falando de novas oportunidades, porventura… ajudem-me… deu-me um lapso de memória... Não estamos a falar da mesma coisa?…
Nesta “encarnação”, estamos a verificar se o cavalheiro ou a senhora… realmente será pessoa de bem… se o seu espírito critico estará ou não parametrizado pelo formato universal… ou se tem conhecimentos alargados e bem definidos sobre: Direitos e Deveres, Complexidade e Mudança, Reflexividade e Pensamento crítico, Identidade e Alteridade, Convicção e Firmeza Ética, Abertura moral, Argumentação e Assertividade, Programação, Equipamentos e Sistemas Técnicos, Ambiente e Sustentabilidade, Saúde, Gestão e Economia, Tecnologias de Informação e Comunicação, Urbanismo e Mobilidade e Saberes Fundamentais.
Pela observação e verificação de desempenho destas matérias, é possível verificar se na formação interior, do agente aculturado dos tais dezoito anos, de à umas quantas décadas atrás, realmente existe ou não formação, que leve ao bom desempenho de hoje.
Com toda a certeza posso afirmar, que é muito tarde para aprender e se não fosse o reflexo do meu passado, seria impossível a solidez deste presente, pois foram para mim extremamente exigentes as provas de conhecimento solicitadas.
Considero, que só um dia num futuro distante, será possível estudar e tecer considerações sobre esta forma de certificação de conhecimentos entre nós, tal como hoje é possível pronunciarmo-nos com justiça e boa fé, sobre eventos outrora ocorridos. Nunca é correcto, criticar ou elogiar, metodologias ou procedimentos em uso experimental, sem se verificarem consolidados os seus frutos; eventualmente os vanguardismos poderão ter um domínio efémero, sendo necessário muito empreendedorismo e boa vontade para levar a bom termo a implementação dum evento revolucionário como este.
A maioria dos autores e criadores, no seu próprio tempo foram desprezíveis, perseguidos até excomungados, porém hoje são divinos ídolos, adorados e respeitados pela nossa civilização.
Vamos pois ter esperança, que algum dia este projecto de aculturação dê frutos e lhe seja prestado o seu verdadeiro tributo.
Na minha óptica, todo este processo apenas sofre dum pecado “ o original “, que é o facto do seu tardio surgimento na cena educacional da nossa sociedade. Deveria ter sido implementado à trinta anos; teria dado um grande progresso civilizacional ao nosso país, com a harmonização e normalização, de qualificações e habilitações, impedindo discrepâncias, abusos e discriminação de pessoas, em contexto de mercado de trabalho.
Nunca esquecerei o dia em que ao dirigir-me a uma empresa de vulto concorrendo um posto de trabalho, confirmando as minhas habilitações literárias e profissionais, fui humilhado, mal tratado e praticamente expulso, só porque o encarregado da contratação viu em mim um possível adversário, uma vez que possuía qualificação superior à sua e lhe poderia disputar o lugar.
Daí em diante, criei o meu próprio emprego e fiz a minha vida aceitando os trabalhos oferecidos, mercê da credibilização que meu mérito e desempenho despertava, até ao dia em que os sinuosos caminhos da vida me convenceram, que um emprego ao pé de casa, tranquilo, junto da família seria o melhor.
Dirigi-me então a uma empresa onde dei como habilitação literária a quarta classe. Foi realmente a situação mais feliz de sempre, eu era um verdadeiro artista, requisitado por todos… um autentico mágico… até ao dia em que do espaço da sua secção, o Engenheiro me viu e surpreso comentou: -…está ali um colega meu do colégio!...
Imediatamente o chefe exclamava: -… só se for da escola primária, aquele operário não tem formação escolar… até trabalha na agricultura… curiosamente, ainda ontem me disse, que com esta chuvita estava mesmo bom para semear nabos….
Efectivamente fora verdade, e foi uma forma maliciosa de lhe chamar nabo… mas mercê da sua deficiente aculturação o imbecil até percebeu outra coisa. O Engenheiro veio cumprimentar-me e confirmar a velha amizade, pelo que mesmo clamando pelo seu silêncio o ambiente veio a deteriorar-se, sendo eu obrigado a procurar novo emprego mas nas mesmas condições de segredo académico,
Deve a nossa sociedade, ser fundamentada culturalmente de forma a não se deixar cair em situações de escravidão, ou presas fáceis do Feudalismo Global e da avidez dos poderosos sem escrúpulos, que tudo podem e tudo conseguem de quem mais não sabe, que servir honestamente, paga-se hoje menos a um licenciado que a um cavador, - desses já há poucos - um massa bruta como o patronato classifica.
Meus amigos… isto é muito feio, espero francamente que as novas oportunidades, causem uma revolução social a todos os níveis e tragam aos nossos filhos um futuro mais risonho e promissor.
A todos o meu muito obrigado por tudo e um bem hajam do tamanho do mundo… até sempre.
Carlos Marques Dias Ferreira
Escola Secundária Eng. Acácio Calazans Duarte
Marinha Grande 12 de Novembro de 2009
OS MEUS CONTACTOS
diasferreira@yahoo.com.br
diasferreira58@hotmail.com
terça-feira, 17 de novembro de 2009
"Expostos a 'stress', tendemos a tomar decisões erradas"
in http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1421290&seccao=Sa%FAde
Dantes, mal se levantava da cama, às 06.00 da manhã, ia logo pôr o café a fazer. "Adoro o cheiro do café." Agora, a primeira coisa que faz é despachar o e-mail, rotina que repete religiosamente antes de se deitar, por volta das duas. "Não preciso de dormir muito", confessa Nuno Sousa, 41 anos, médico e investigador na área nas Neurociências. "Sete horas de sono são, em média, suficientes para um adulto. Dormir de mais faz mal porque torna os processos mais lentos."
Quando se é uma das maiores autoridades mundiais em stress, não podemos estranhar ter a caixa de correio sempre a abarrotar, e ele não considera educado deixar um mail sem resposta mais de um dia.
O e-mail e o telemóvel podem facilitar-nos a vida, mas são também indutores de stress. "Estamos a acelerar cada vez mais as nossas vidas", constata Nuno, que distingue dois tipos de stress, o bom e o mau. "Debaixo de algum stress, a nossa performance melhora, sem consequências, porque a adrenalina tem um efeito rápido", explica. O problema é o stress crónico, que se verifica quando os estímulos indutores ultrapassam, de forma continuada, a nossa capacidade de adaptação e provocam doenças, fazendo subir a tensão arterial e aumentando o risco de diabetes e depressão.
Nuno tornou-se uma coqueluche mundial ao publicar (em conjunto com sete outros cientistas portugueses) na revista Science, um artigo em que conclui que as pessoas expostas a stress tendem a tomar decisões erradas, mas que isso pode ser resolvido.
Encontrámo-nos na Escola das Ciências de Saúde da Universidade do Minho, de que ele é o director e um dos fundadores. Logo à entrada, ficamos com a sensação de estar numa universidade americana transplantada para o campus de Gualtar, nos arredores de Braga. A escola está povoada por grupos de estudantes com ar feliz, que conversam, comem, estudam e discutem, espalhados por salas e laboratórios com equipamento state of the art.
O ensino da Medicina em Braga é muito diferente do ministrado nas outras faculdades do País. Para praticarem consultas, os 600 alunos têm ao dispor cerca de 70 doentes standard, actores formados durante um ano para serem especialistas numa doença (pericardite, infecção renal, insuficiência respiratória, etc.), também usados no processo de avaliação. Parte dos exames é feita num consultório equipado com uma câmara, que permite aos professores, que estão no gabinete ao lado, seguirem o diálogo entre aluno e actor, a quem previamente entregaram o guião - o falso doente pode começar a consulta a dizer ao futuro médico que só precisa que ele lhe passe uma receita.. .
Depois de uma vista de olhos pela escola, fomos no Toyota Corolla do Nuno para o Arcoense, famoso pela sua comida caseira, onde almoçámos sem stress (não ligámos aos telemóveis) até às 16.30.
Nuno é do Porto, onde se licenciou em Medicina e começou a usar o cérebro para entender como funciona o cérebro. O período de maior stress da sua vida foi a fase final do doutoramento, em que provou que, ao contrário do que se pensava, o stress crónico não provoca uma matança de neurónios e o hipocampo apenas fica atrofiado porque diminuem as sinapses (a comunicação entre neurónios) - ou seja, que eliminando a causa a situação era reversível.
Esta tese foi o ponto de partida para a investigação de uma equipa multidisciplinar (médicos, biólogos, bioquímicos, psicólogos, veterinários e engenheiros de sistemas, biomédicos e biólogos) cujas conclusões publicadas na Science despertaram o interesse do New York Times.
Com base em trabalho laboratorial com ratos, Nuno provou que o stress nos leva a tomar decisões erradas, pois, ao atrofiar o circuito cerebral que nos dá a flexibilidade para encarar e reagir a uma situação adversa e inesperada, deixa-nos dependentes da parte do cérebro onde temos armazenados os hábitos, que nos permitem, por exemplo, guiar até a casa, em piloto automático, sem ligar ao trajecto. A boa notícia é que, através de terapia, fármacos e estímulos eléctricos, vai ser possível, proximamente, activar o circuito atrofiado e poupar-nos aos erros e depressões a que o excesso de pressão nos tem obrigado. Ou seja, dentro de poucos anos, o guarda-redes Enke já não se teria suicidado…
Dantes, mal se levantava da cama, às 06.00 da manhã, ia logo pôr o café a fazer. "Adoro o cheiro do café." Agora, a primeira coisa que faz é despachar o e-mail, rotina que repete religiosamente antes de se deitar, por volta das duas. "Não preciso de dormir muito", confessa Nuno Sousa, 41 anos, médico e investigador na área nas Neurociências. "Sete horas de sono são, em média, suficientes para um adulto. Dormir de mais faz mal porque torna os processos mais lentos."
Quando se é uma das maiores autoridades mundiais em stress, não podemos estranhar ter a caixa de correio sempre a abarrotar, e ele não considera educado deixar um mail sem resposta mais de um dia.
O e-mail e o telemóvel podem facilitar-nos a vida, mas são também indutores de stress. "Estamos a acelerar cada vez mais as nossas vidas", constata Nuno, que distingue dois tipos de stress, o bom e o mau. "Debaixo de algum stress, a nossa performance melhora, sem consequências, porque a adrenalina tem um efeito rápido", explica. O problema é o stress crónico, que se verifica quando os estímulos indutores ultrapassam, de forma continuada, a nossa capacidade de adaptação e provocam doenças, fazendo subir a tensão arterial e aumentando o risco de diabetes e depressão.
Nuno tornou-se uma coqueluche mundial ao publicar (em conjunto com sete outros cientistas portugueses) na revista Science, um artigo em que conclui que as pessoas expostas a stress tendem a tomar decisões erradas, mas que isso pode ser resolvido.
Encontrámo-nos na Escola das Ciências de Saúde da Universidade do Minho, de que ele é o director e um dos fundadores. Logo à entrada, ficamos com a sensação de estar numa universidade americana transplantada para o campus de Gualtar, nos arredores de Braga. A escola está povoada por grupos de estudantes com ar feliz, que conversam, comem, estudam e discutem, espalhados por salas e laboratórios com equipamento state of the art.
O ensino da Medicina em Braga é muito diferente do ministrado nas outras faculdades do País. Para praticarem consultas, os 600 alunos têm ao dispor cerca de 70 doentes standard, actores formados durante um ano para serem especialistas numa doença (pericardite, infecção renal, insuficiência respiratória, etc.), também usados no processo de avaliação. Parte dos exames é feita num consultório equipado com uma câmara, que permite aos professores, que estão no gabinete ao lado, seguirem o diálogo entre aluno e actor, a quem previamente entregaram o guião - o falso doente pode começar a consulta a dizer ao futuro médico que só precisa que ele lhe passe uma receita.. .
Depois de uma vista de olhos pela escola, fomos no Toyota Corolla do Nuno para o Arcoense, famoso pela sua comida caseira, onde almoçámos sem stress (não ligámos aos telemóveis) até às 16.30.
Nuno é do Porto, onde se licenciou em Medicina e começou a usar o cérebro para entender como funciona o cérebro. O período de maior stress da sua vida foi a fase final do doutoramento, em que provou que, ao contrário do que se pensava, o stress crónico não provoca uma matança de neurónios e o hipocampo apenas fica atrofiado porque diminuem as sinapses (a comunicação entre neurónios) - ou seja, que eliminando a causa a situação era reversível.
Esta tese foi o ponto de partida para a investigação de uma equipa multidisciplinar (médicos, biólogos, bioquímicos, psicólogos, veterinários e engenheiros de sistemas, biomédicos e biólogos) cujas conclusões publicadas na Science despertaram o interesse do New York Times.
Com base em trabalho laboratorial com ratos, Nuno provou que o stress nos leva a tomar decisões erradas, pois, ao atrofiar o circuito cerebral que nos dá a flexibilidade para encarar e reagir a uma situação adversa e inesperada, deixa-nos dependentes da parte do cérebro onde temos armazenados os hábitos, que nos permitem, por exemplo, guiar até a casa, em piloto automático, sem ligar ao trajecto. A boa notícia é que, através de terapia, fármacos e estímulos eléctricos, vai ser possível, proximamente, activar o circuito atrofiado e poupar-nos aos erros e depressões a que o excesso de pressão nos tem obrigado. Ou seja, dentro de poucos anos, o guarda-redes Enke já não se teria suicidado…
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Sociedade Tecnologia e Ciência
Mexilhão e amêijoa ameaçados pelo aumento de dióxido de carbono nas águas
in http://www.cienciahoje.pt/portal/36934
Dentro de 50 a cem anos o mexilhão, a amêijoa, as estrelas-do-mar ou os corais podem estar em perigo de vida devido à acidificação dos mares, fenómeno provocado pelo aumento do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera e na água.
Uma equipa de cientistas do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, liderada pelo professor Luís Chicharo, está a estudar o impacto da acidificação dos mares na vida de bivalves como o mexilhão, a amêijoa-boa ou o pé-de-burrinho.
O CO2 que anda na atmosfera também se dissolve na água do mar e forma um ácido fraco - o ácido carbónico - que faz baixar o pH da água, ou seja, torna a água "ligeiramente mais ácida", explicou Pedro Range, investigador da Universidade do Algarve.
Os resultados preliminares indicam que ao contactarem com águas mais ácidas do que as do seu habitat actual aqueles organismos marinhos com conchas ficaram mais débeis.
"Encontrámos conchas menos densas nos bivalves cultivados nas condições de acidificação mais extrema e encontrámos alterações ao nível da fisiologia - têm mais dificuldade em se alimentarem, mais dificuldade em sintetizarem tecido e, em geral, têm uma condição mais débil", alertou o investigador, a propósito do Dia Nacional do Mar, que se assinala na segunda-feira.
Experiências em laboratório
Embora a equipa de cientistas não tenha ainda descoberto efeitos directos da acidificação das águas a nível da mortalidade dos bivalves, o investigador Pedro Range sublinhou que os resultados actuais são com base, apenas, em experiências em laboratório, ou seja, em ambiente controlado.
"Estes bivalves não tiveram interacção com outros organismos, não houve predadores, nem outros distúrbios que existem em meio natural", observou o especialista, referindo que as consequências na natureza podem ser "muito mais graves e mais sérias para os organismos".
O projecto Acid Biv insere-se numa rede europeia de financiamento que tem como parceiros Espanha, Tunísia e Itália. O objectivo é investigar as consequências das alterações climáticas na zona do mar Mediterrâneo, onde o cultivo de bivalves tem uma forte importância económica.
O fenómeno da acidificação das águas vai alterar, no futuro, a fisiologia e morfologia dos bivalves, dos crustáceos e de outros organismos marinhos. Assim, prevê-se que dentro de "50 a 100 anos haja reduções de valores do pH da água do mar que variam de quatro a sete décimas de unidade de pH", advertiu o investigador, explicando que a diminuição de uma unidade de pH "corresponde efectivamente um aumento de concentração de iões de hidrogénio em dez vezes".
O projecto Acid Biv vai prolongar-se mais um ano. Os invetsigadores esperam que em finais de 2010 haja já informações mais exactas sobre aquilo que realmente poderá acontecer aos bivalves e moluscos do Mediterrâneo nas próximas décadas.
Dentro de 50 a cem anos o mexilhão, a amêijoa, as estrelas-do-mar ou os corais podem estar em perigo de vida devido à acidificação dos mares, fenómeno provocado pelo aumento do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera e na água.
Uma equipa de cientistas do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, liderada pelo professor Luís Chicharo, está a estudar o impacto da acidificação dos mares na vida de bivalves como o mexilhão, a amêijoa-boa ou o pé-de-burrinho.
O CO2 que anda na atmosfera também se dissolve na água do mar e forma um ácido fraco - o ácido carbónico - que faz baixar o pH da água, ou seja, torna a água "ligeiramente mais ácida", explicou Pedro Range, investigador da Universidade do Algarve.
Os resultados preliminares indicam que ao contactarem com águas mais ácidas do que as do seu habitat actual aqueles organismos marinhos com conchas ficaram mais débeis.
"Encontrámos conchas menos densas nos bivalves cultivados nas condições de acidificação mais extrema e encontrámos alterações ao nível da fisiologia - têm mais dificuldade em se alimentarem, mais dificuldade em sintetizarem tecido e, em geral, têm uma condição mais débil", alertou o investigador, a propósito do Dia Nacional do Mar, que se assinala na segunda-feira.
Experiências em laboratório
Embora a equipa de cientistas não tenha ainda descoberto efeitos directos da acidificação das águas a nível da mortalidade dos bivalves, o investigador Pedro Range sublinhou que os resultados actuais são com base, apenas, em experiências em laboratório, ou seja, em ambiente controlado.
"Estes bivalves não tiveram interacção com outros organismos, não houve predadores, nem outros distúrbios que existem em meio natural", observou o especialista, referindo que as consequências na natureza podem ser "muito mais graves e mais sérias para os organismos".
O projecto Acid Biv insere-se numa rede europeia de financiamento que tem como parceiros Espanha, Tunísia e Itália. O objectivo é investigar as consequências das alterações climáticas na zona do mar Mediterrâneo, onde o cultivo de bivalves tem uma forte importância económica.
O fenómeno da acidificação das águas vai alterar, no futuro, a fisiologia e morfologia dos bivalves, dos crustáceos e de outros organismos marinhos. Assim, prevê-se que dentro de "50 a 100 anos haja reduções de valores do pH da água do mar que variam de quatro a sete décimas de unidade de pH", advertiu o investigador, explicando que a diminuição de uma unidade de pH "corresponde efectivamente um aumento de concentração de iões de hidrogénio em dez vezes".
O projecto Acid Biv vai prolongar-se mais um ano. Os invetsigadores esperam que em finais de 2010 haja já informações mais exactas sobre aquilo que realmente poderá acontecer aos bivalves e moluscos do Mediterrâneo nas próximas décadas.
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Sociedade Tecnologia e Ciência
Projecto para identificar espécies pelo ADN será lançado em Julho de 2010
in http://aeiou.expresso.pt/ciencia-projecto-para-identificar-especies-pelo-adn-sera-lancado-em-julho-de-2010=f546709
Um plano científico internacional, conhecido como Iniciativa do Código de Barras da Vida, que pretende criar uma base de dados global de identificação das espécies a partir de sequências curtas de ADN, será lançado em Julho.
De acordo com o director científico do projecto, o canadiano Paul Hebert, Julho de 2010, a meio do Ano Internacional da Biodiversidade, será a data ideal para arrancar.
A partir dessa data, e durante cinco anos, serão investidos 150 milhões de dólares para identificar 500 mil espécies mediante os seus genes e introduzir cinco milhões de registos na base de dados.
Um plano científico internacional, conhecido como Iniciativa do Código de Barras da Vida, que pretende criar uma base de dados global de identificação das espécies a partir de sequências curtas de ADN, será lançado em Julho.
De acordo com o director científico do projecto, o canadiano Paul Hebert, Julho de 2010, a meio do Ano Internacional da Biodiversidade, será a data ideal para arrancar.
A partir dessa data, e durante cinco anos, serão investidos 150 milhões de dólares para identificar 500 mil espécies mediante os seus genes e introduzir cinco milhões de registos na base de dados.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
El suicidio de la cultura nazca
El misterioso pueblo preincaico que sembró Perú de geoglifos gigantes desapareció víctima de su propia deforestación
in http://www.elpais.com/articulo/sociedad/suicidio/cultura/nazca/elpepusoc/20091114elpepusoc_8/Tes
Aunque nunca fue un imperio, la cultura nazca, que floreció en Perú más de mil años antes que la inca, tiene fama por derecho propio. Los enormes geoglifos que dejaron los nazca en las pampas desérticas del mismo nombre, y que sólo se pueden apreciar plenamente desde una avioneta que los sobrevuele, causan al visitante una mezcla de admiración y misticismo. No ha faltado quien ha sugerido que en realidad son obra de extraterrestres. Lo cierto es que siguen siendo un misterio que intriga a los investigadores, igual que la súbita desaparición de la civilización, alrededor del año 500 después de Cristo. En realidad, se cree que un fuerte fenómeno de El Niño causó severas inundaciones y desencadenó la decadencia de los nazca; pero un reciente estudio sugiere que éstos también tuvieron parte de responsabilidad en lo que bien podría considerarse una de las primeras catástrofes ecológicas causadas por la mano del hombre.
La investigación, encabezada por David Beresford-Jones, del Instituto de Investigación Arqueológica de la Universidad de Cambridge y reseñada recientemente por la revista Nature, sostiene que si los nazca -que eran notables ingenieros hidráulicos- sucumbieron por los deslizamientos e inundaciones provocadas por el fenómeno de El Niño fue porque ellos mismos debilitaron sus suelos al talar extensos bosques, principalmente de huarango -un árbol que puede vivir más de mil años y es clave en su ecosistema-, para dedicar el terreno a cultivos agrícolas. "Siempre se ha recurrido a dramáticos fenómenos climáticos para explicar los cambios culturales en los Andes", señala Beresford-Jones en Nature. "Pero esto no se sostiene, si nos basamos en lo que sabemos sobre la cultura humana. Se da la imagen de una cultura estática, golpeada por acontecimientos sobre los que no tiene control. Los nativos americanos no siempre vivieron en armonía con su entorno".
Mediante simulaciones hechas con ordenador, los investigadores muestran que las fuertes lluvias e inundaciones de un Niño severo -como el que efectivamente golpeó la costa peruana en ese tiempo, de acuerdo con los vestigios arqueológicos encontrados en la zona- podrían haber causado graves daños al complejo sistema de canales creados por los nazca para irrigar sus cultivos. Si los efectos fueron devastadores fue porque, al talar los bosques, los nazca eliminaron el complejo sistema de raíces que mantenía firme el suelo de sus valles. "Cuando El Niño llegó, se llevó consigo el suelo de la planicie, debido a que éste ya no era sostenido por el bosque. Esto causó la erosión y volvió inservibles los sistemas de irrigación", explica Beresford-Jones. Para corroborar esta tesis, Alex Chepstow-Lusty, paleoecólogo que trabaja en el Instituto Francés de Estudios Andinos, analizó muestras de polen de uno de los valles. El resultado dejaba claro que, mientras que los vestigios más antiguos correspondían a árboles como el huarango, las muestras posteriores pertenecían a cultivos como el maíz y el algodón. Después hay un cambio dramático: los sembrados desaparecen y son reemplazados por la mala hierba, la evidencia del desastre natural. Ésta finalmente también desapareció y dejó el terreno como está en la actualidad: convertido en un desierto.
A juzgar por lo que se puede ver hoy día en la región costera de Ica, de poco sirvió la experiencia de los nazca, porque la devastación de los bosques secos continúa hasta nuestros días y ha llevado al huarango al borde de la extinción. Los oasis de huarango que consignaron los primeros colonizadores españoles en sus crónicas, mil años posteriores al desastre de los nazca, ya no existen. El árbol es ahora derribado en minutos para convertir su madera en carbón, pese a que su tala ha sido prohibida por una ley regional. Según explica Consuelo Borda, que trabaja en un proyecto de reforestación que busca salvar los escasos reductos de huarango que aún sobreviven, el 99% de la población original de huarangos en Ica ha desaparecido. "Antes, hace unas décadas, podías encontrar huarangos incluso en el centro de la ciudad y en las acequias de las afueras; ahora se ha depredado tanto que los últimos reductos de bosque están en algunas dunas en el desierto". El huarango es clave en Ica, y no sólo por ser un árbol emblemático de la región, sino también porque su capacidad de adaptarse incluso en los suelos más hostiles ayuda a mantener a raya al desierto. Sus raíces son capaces de penetrar varios metros en el subsuelo hasta llegar a la capa freática; sus hojas atrapan la humedad que proviene del mar y, además, convertidas en hojarasca, se transforman en un importante fertilizante conocido como poña; y su fruto, la huaranga, puede consumirse directamente o convertirse en harina para elaborar otros productos. "Tres años después de sembrado, el huarango empieza a dar sus primeros frutos y puede ser una fuente de ingresos para las familias", indica Consuelo Borda.
El proyecto de reforestación, en el que también participan las ONG Asociación para la Niñez y su Ambiente, de Perú, y Trees for Cities, del Reino Unido, ha sembrado hasta el momento cerca de 20.000 huarangos en Ica, y también maneja una concesión forestal de unas 120 hectáreas en Usaca, cerca de la actual ciudad de Nazca. Pero, según Borda, el trabajo va más allá de sólo sembrar nuevos árboles: es necesario educar a la población para que aprecie sus virtudes y los defienda de los carboneros. El trabajo empieza capacitando a la gente para que utilice otros árboles, como el espino -que es capaz de regenerarse con rapidez-, para obtener leña. "Nosotros no plantamos un árbol así no más", añade Borda. "Primero capacitamos a la gente, luego sembramos con ellos". El trabajo empieza con los más pequeños, a los que se les enseña el valor del árbol. Aunque han pasado cerca de 1.500 años desde la catástrofe ecológica de los nazca, quizá sus descendientes aún estén a tiempo de aprender la lección.
in http://www.elpais.com/articulo/sociedad/suicidio/cultura/nazca/elpepusoc/20091114elpepusoc_8/Tes
Aunque nunca fue un imperio, la cultura nazca, que floreció en Perú más de mil años antes que la inca, tiene fama por derecho propio. Los enormes geoglifos que dejaron los nazca en las pampas desérticas del mismo nombre, y que sólo se pueden apreciar plenamente desde una avioneta que los sobrevuele, causan al visitante una mezcla de admiración y misticismo. No ha faltado quien ha sugerido que en realidad son obra de extraterrestres. Lo cierto es que siguen siendo un misterio que intriga a los investigadores, igual que la súbita desaparición de la civilización, alrededor del año 500 después de Cristo. En realidad, se cree que un fuerte fenómeno de El Niño causó severas inundaciones y desencadenó la decadencia de los nazca; pero un reciente estudio sugiere que éstos también tuvieron parte de responsabilidad en lo que bien podría considerarse una de las primeras catástrofes ecológicas causadas por la mano del hombre.
La investigación, encabezada por David Beresford-Jones, del Instituto de Investigación Arqueológica de la Universidad de Cambridge y reseñada recientemente por la revista Nature, sostiene que si los nazca -que eran notables ingenieros hidráulicos- sucumbieron por los deslizamientos e inundaciones provocadas por el fenómeno de El Niño fue porque ellos mismos debilitaron sus suelos al talar extensos bosques, principalmente de huarango -un árbol que puede vivir más de mil años y es clave en su ecosistema-, para dedicar el terreno a cultivos agrícolas. "Siempre se ha recurrido a dramáticos fenómenos climáticos para explicar los cambios culturales en los Andes", señala Beresford-Jones en Nature. "Pero esto no se sostiene, si nos basamos en lo que sabemos sobre la cultura humana. Se da la imagen de una cultura estática, golpeada por acontecimientos sobre los que no tiene control. Los nativos americanos no siempre vivieron en armonía con su entorno".
Mediante simulaciones hechas con ordenador, los investigadores muestran que las fuertes lluvias e inundaciones de un Niño severo -como el que efectivamente golpeó la costa peruana en ese tiempo, de acuerdo con los vestigios arqueológicos encontrados en la zona- podrían haber causado graves daños al complejo sistema de canales creados por los nazca para irrigar sus cultivos. Si los efectos fueron devastadores fue porque, al talar los bosques, los nazca eliminaron el complejo sistema de raíces que mantenía firme el suelo de sus valles. "Cuando El Niño llegó, se llevó consigo el suelo de la planicie, debido a que éste ya no era sostenido por el bosque. Esto causó la erosión y volvió inservibles los sistemas de irrigación", explica Beresford-Jones. Para corroborar esta tesis, Alex Chepstow-Lusty, paleoecólogo que trabaja en el Instituto Francés de Estudios Andinos, analizó muestras de polen de uno de los valles. El resultado dejaba claro que, mientras que los vestigios más antiguos correspondían a árboles como el huarango, las muestras posteriores pertenecían a cultivos como el maíz y el algodón. Después hay un cambio dramático: los sembrados desaparecen y son reemplazados por la mala hierba, la evidencia del desastre natural. Ésta finalmente también desapareció y dejó el terreno como está en la actualidad: convertido en un desierto.
A juzgar por lo que se puede ver hoy día en la región costera de Ica, de poco sirvió la experiencia de los nazca, porque la devastación de los bosques secos continúa hasta nuestros días y ha llevado al huarango al borde de la extinción. Los oasis de huarango que consignaron los primeros colonizadores españoles en sus crónicas, mil años posteriores al desastre de los nazca, ya no existen. El árbol es ahora derribado en minutos para convertir su madera en carbón, pese a que su tala ha sido prohibida por una ley regional. Según explica Consuelo Borda, que trabaja en un proyecto de reforestación que busca salvar los escasos reductos de huarango que aún sobreviven, el 99% de la población original de huarangos en Ica ha desaparecido. "Antes, hace unas décadas, podías encontrar huarangos incluso en el centro de la ciudad y en las acequias de las afueras; ahora se ha depredado tanto que los últimos reductos de bosque están en algunas dunas en el desierto". El huarango es clave en Ica, y no sólo por ser un árbol emblemático de la región, sino también porque su capacidad de adaptarse incluso en los suelos más hostiles ayuda a mantener a raya al desierto. Sus raíces son capaces de penetrar varios metros en el subsuelo hasta llegar a la capa freática; sus hojas atrapan la humedad que proviene del mar y, además, convertidas en hojarasca, se transforman en un importante fertilizante conocido como poña; y su fruto, la huaranga, puede consumirse directamente o convertirse en harina para elaborar otros productos. "Tres años después de sembrado, el huarango empieza a dar sus primeros frutos y puede ser una fuente de ingresos para las familias", indica Consuelo Borda.
El proyecto de reforestación, en el que también participan las ONG Asociación para la Niñez y su Ambiente, de Perú, y Trees for Cities, del Reino Unido, ha sembrado hasta el momento cerca de 20.000 huarangos en Ica, y también maneja una concesión forestal de unas 120 hectáreas en Usaca, cerca de la actual ciudad de Nazca. Pero, según Borda, el trabajo va más allá de sólo sembrar nuevos árboles: es necesario educar a la población para que aprecie sus virtudes y los defienda de los carboneros. El trabajo empieza capacitando a la gente para que utilice otros árboles, como el espino -que es capaz de regenerarse con rapidez-, para obtener leña. "Nosotros no plantamos un árbol así no más", añade Borda. "Primero capacitamos a la gente, luego sembramos con ellos". El trabajo empieza con los más pequeños, a los que se les enseña el valor del árbol. Aunque han pasado cerca de 1.500 años desde la catástrofe ecológica de los nazca, quizá sus descendientes aún estén a tiempo de aprender la lección.
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